Arestas de Vento
fevereiro 2010
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   Artes e Ideias por Ricardo Cardoso e Céu Campos

fevereiro 07, 2010


Francisco Pinteus (estudioso do fenómeno fado) deu uma grande entrevista na emissão de 6 de Fevereiro, do Arestas de Vento, na Popular fm (90.9). Um sucesso … pelo fado … e pelo pensar Alfredo Marceneiro! Entrevista AGORA disponível neste Blog


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(Francisco Pinteus )



Um ÊXITO para ouvir AGORA neste BLOG


REGISTO SONORO DA ENTREVISTA EM CAUSA AO ALCANCE DE UM SIMPLES CLIQUE IMEDIATAMENTE ABAIXO ...


http://arestasdevento.podomatic.com/


MAIS !!!


Continua TAMBÉM disponível através da entrada ACIMA a grande e interventora entrevista, feita no NOSSO Arestas de Vento, no dia 30 de Janeiro, a Quim Tó, Director Musical do TIL, Paulo Neto e Maria João Vieira, Actores dessa MESMA Companhia com História.


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OU SEJA :


O Corcunda de Notre Dame, mais um grande sucesso do Teatro Infantil de Lisboa, esteve na ribalta no Arestas de Vento … Nada ficou por dizer! Um exemplo vivo de maioridade cultural num país de caprichos e alegretes de ocasião.
Viva o Teatro!



Em Paris vive um bondoso sineiro escondido num torre. Quando é descoberto tudo vai mudar …
Na companhia de Quasimodo, da cigana Esmeralda, do capitão Phoebus, do pérfido juiz Frollo, da cabrinha Djali e de outros personagens de encantar assistimos a uma história emocionante, divertida recheada de bonitas melodias e de grandes peripécias.


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...


 



Publicado por arestas em 09:09 PM

COM ESTAS MENTALIDADES REGADAS PELO ALHEAMENTO, PELA POLÍTICA DO MEU JARDIM E PELA VENDA DE ALCATIFAS COMO É QUE O PAÍS PODE IR PARA A FRENTE? Serve isto para dizer que a peça "O Beco dos Vira Latas" do GATEM (...)


O BECO DOS VIRA LATAS


Musica: Tó Carlos
Texto: Céu Campos
Poemas: Luís Filipe Estrela
Cenografia e Figurinos: Céu Campos
Assistência Técnica: João Santos, Pedro Sousa e Cláudio Pinela
Caracterização: Carolina Macedo
Encenação: Fernando Guerreiro
Elenco: Bernardo Oliveira, Céu Campos, Luís Candeias, Tânia Cardoso, Luís Filipe Estrela, José Duarte e Fernando Guerreiro.
Figuração: Ana Rocha, Jessica Ricardo, Gonçalo Ribeiro, Diana Garvão, Raquel Martins e Tiago Muleta


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Pipa, uma cadela de luxo que nunca saíra à rua sozinha foi obrigada a fugir de casa de sua dona. Perdida e sem entender bem o que lhe estava a acontecer, conhece o Gang dos Carrapatos chefiado pela valente Rebeca e o Gang dos Rufiões.
Rex, o chefe do gang dos Rufiões só pensa em vencer o gang dos Carrapatos. Passa os seus dias tentando tomar de assalto o beco dos Vira - Latas e passar a receber os restos de comida apetitosa do Restaurante.
A peça "O Beco dos Vira - Latas" conta uma história que se passa com cães, mas aborda temas universais e essenciais para o ser humano nos dias actuais: a desigualdade social, a falta de solidariedade, a violência urbana, o desrespeito pela vida e a relação do homem com os animais.
Assim sendo, o objectivo principal do espectáculo é proporcionar ao jovem público a vivência de sentimentos e emoções tão importantes para a sua formação. Nesse sentido, a peça discute, essencialmente, uma questão muito importante: como viver e conviver harmoniosamente, respeitando o seu semelhante. Tudo isto, num clima de aventura, músicas, efeitos especiais e muita poesia, fazem da peça um espectáculo emocionante e encantador.



A ENTOAÇÃO DO ACONTECIMENTO
serve ... (...) ... para dizer que a peça "O Beco dos Vira Latas" do GATEM vai alegrar a criançada (e não só) de Setúbal ... dia 10 de Fevereiro, pelas 14 Horas, no Auditório Nossa Senhora da Anunciada.


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E TAMBÉM ... PARA LEMBRAR AS AVES PERNALTAS QUE TUDO ESTÃO FAZENDO (OLHANDO PARA O LADO) POR BRANQUEAR O GRANDE ÊXITO DA PEÇA DE TEATRO EM CAUSA (...) E, NATURALMENTE, PRODUZIDA NESTE EIXO SOCIAL PALMELA/ SETÚBAL (...)
QUE NEM TODOS OS SETES SÃO IGUAIS!


(O RESTO …  FICA PARA DEPOIS!)


COM ESTAS MENTALIDADES REGADAS PELO ALHEAMENTO, PELA POLÍTICA DO MEU JARDIM E PELA VENDA DE ALCATIFAS COMO É QUE O PAÍS PODE IR PARA A FRENTE?
POIS, MAS …
A CARREIRA DA DITA PEÇA CONTINUA EM GRANDE ESTILO E COM MUITO PÚBLICO.
SIM … MAIS PALAVRAS PARA QUÊ?
AFINAL … TUDO SÃO ÁTOMOS ENTRE UMA COISA E OUTRA.



A peça “O Beco dos Vira Latas” foi vista até ao momento por 13000 espectadores. Tão assim … não brinquem com a tropa.



Como diria Bernardo Soares: Na humanidade tudo é teatro.


É obra, isto num país em que se vai pouco ao teatro e onde o teatro infantil é considerado uma coisita sem importância ,OU, onde … dá jeito “fazer de conta” sem aquecer nem arrefecer.


Diremos nós: Os bárbaros do lucro estão cometendo outro pecado – o da globalização aos pobres!!!


   


     


E se uma pomba
roçasse o ângulo
raso do poema
- prendê-la-ias?


foto13a.jpg 


Albano Martins


(in "Entre a Cicuta e o Mosto", 1992;
"Agenda Poética 2000 - 50 Anos de Vida Literária",
Edições Universidade Fernando Pessoa,
org. Beatriz Werget, 1999)



Publicado por arestas em 02:14 PM

Na guerra colonial, o oficial mandava-me sempre para a frente do pelotão para "afugentar o inimigo!" (...)


A máscara com mais ou menos crise



O Carnaval nunca me entusiasmou por aí além. Recordo-me ainda garoto de ter ouvido ao meu tio Ramiro a frase "és tão feio que não precisas de te mascarar!".
Dando algum desconto ao feitio do meu tio que dizia mal de toda a gente, incluindo os familiares, a verdade é que a natureza não  me dotou com feições que fizessem atrair de imediato ou cinco dias depois, os olhares das raparigas lá da minha rua ou de outras adjacentes.
Por via do nome que os meus pais me deram, Romeu,  da minha avó Mariana, muito mais comedida  nestas apreciações familiares, ouvia de quando em vez  "com essas trombas não há Julieta que se te chegue!"…
Na escola as coisas não eram melhores: tinha uma alcunha generosa "macaco" e com o correr do tempo  a situação não se modificou  pois peça de teatro que exigisse a figura de um tipo "mau", ou assustador o meu nome era logo mencionado. 
A minha primeira namorada não "durou" um dia: conhecemo-nos numa noite em que faltou a luz num baile dos bombeiros lá no bairro e quando me viu  na tarde do dia seguinte desapareceu sem deixar rasto... Na guerra colonial, o oficial mandava-me sempre para a frente do pelotão para "afugentar o inimigo!" e o patrão do meu primeiro emprego (uma loja de ferragens na Avenida Almirante Reis) nunca me permitiu ir para o balcão para "não assustar a clientela". Por essas e por outras , o carnaval não me traz boas recordações ...


Porquinho da India



Publicado por arestas em 01:41 PM